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“a erudição deste não avultava mais que sua homeopatia de cantagalo” 

MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Dom Casmurro. Porto Alegre: L&PM, 1997. p. 65 

O fundamento do uso de palavras não cotidianas na literatura não é deixar o texto mais bonito.  Quando usadas dessa forma, seu único resultado é um texto empolado, e, por consequência, ruim. Saber utilizar as palavras, contudo, é essencial para um bom texto literário. Quanto melhor encaixada a palavra no que se quer dizer, mais eloquente será o texto, mais rica a mensagem e mais desvelador para o leitor. “Belo”, “legal” e “preocupado” não dizem muito mais do que a linguagem ordinária, o que não significa que não possam ser usadas. Use palavras apropriadas, cujo significado é mais específico com relação ao que se quer dizer. Um dicionário analógico ajuda muito. Segue o que uso: AZEVEDO, Francisco Ferreira dos Santos. Dicionário analógico da língua portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010. Uso também dicionários antigos, nos quais é possível encontrar os significados mais próximos do original das palavras. Vá a um sebo. Conhecer o significado de origem de prefixos e sufixos também ajuda a trabalhar de forma mais confortável com a linguagem e construir um bom texto.

P.S. Não apenas as palavras são importantes, mas seu uso. Veja o item sobre figuras de linguagem.

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