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Un jour je vis, debout au bord des flots mouvants,
Passer, gonflant ses voiles,
Un rapide navire enveloppé de vents,
De vagues et d’étoiles;

Et j’entendis, penché sur l’abîme des cieux,
Que l’autre abîme touche,
Me parler à l’oreille une voix dont mes yeux
Ne voyaient pas la bouche :

“Poëte, tu fais bien! Poëte au triste front,
Tu rêves près des ondes,
Et tu tires des mers bien des choses qui sont
Sous les vagues profondes !

La mer, c’est le Seigneur, que, misère ou bonheur,
Tout destin montre et nomme ;
Le vent, c’est le Seigneur ; l’astre, c’est le Seigneur ;
Le navire, c’est l’homme

 

Um dia eu vi, parado à beira das ondas em movimento,
Passar, inflando suas velas,
Um navio rápido envolto em ventos,
Ondas e estrelas;

E eu ouvi, inclinando-me sobre o abismo do céu,
Que o outro abismo toca,
Me falar à orelha uma voz da qual meus olhos
Não viram a boca:

“Poeta, você faz bem! Poeta com fronte triste,
Você sonha perto das ondas,
E você tira dos mares muitas coisas que estão
sob as ondas profundas!

O mar, ele é o Senhor, que, miséria ou felicidade,
Todo destino mostra e nomeia;
O vento, ele é o Senhor; o astro, ele é o Senhor;
O navio, ele é o homem.
(TRADUÇÃO LIVRE ATINA LITERATURA)

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